O bairro não aparece apenas como endereço. Aparece como uma forma de compreender comunidade.
Nascido em Campinas, antiga Campininha das Flores, Cléber utiliza a memória do bairro para falar de relações humanas, transformações urbanas e pertencimento. Em homenagem realizada pela Assembleia Legislativa, resumiu essa ideia ao afirmar que, em Campinas, “não tem vizinhança, tem família”.
Essa relação permite construir palestras, crônicas e conversas sobre Goiânia sem tratar a cidade como cenário abstrato. A história aparece nas pessoas, nas ruas, nas emissoras, nos hábitos e nos conflitos entre preservação e mudança.
Memória regional não é nostalgia vazia. É uma ferramenta para interpretar o que a sociedade se tornou.
O rádio como arquivo humano
Nos textos publicados no Sagres, Cléber registrou trajetórias de profissionais do rádio e da comunicação, incluindo Dalva de Oliveira, Mané de Oliveira, Anésio Júnior e padre Jesus Flores. Essas crônicas preservam não apenas currículos, mas modos de trabalhar, valores, relações e momentos da história da imprensa goiana.
O acervo autoral reúne 208 publicações que preservam histórias, relações profissionais e momentos importantes da comunicação em Goiás.
Personagens como porta de entrada
Uma história regional ganha força quando parte de personagens concretos. Ao contar a vida de um radialista, dirigente, político ou morador de Campinas, Cléber também registra valores, mudanças tecnológicas, disputas e formas de convivência.
Aplicações em eventos
Em palestras, mesas e projetos editoriais, essa experiência se transforma em conversas sobre memória de Goiânia, história do rádio, identidade goiana, bairros tradicionais e personagens da imprensa.

