Esportes

Mulheres no esporte em Goiás: Cristiany Sousa, Elaine Silva, Amanda Lino e a força do futebol feminino

Conheça Cristiany Sousa, Elaine Silva, Amanda Lino e o avanço do Planalto Feminino em uma nova fase de protagonismo das mulheres no futebol em Goiás.

Por Redação Acelera Goiás Publicado em 9 de agosto de 2026

Durante décadas, quando se falava em mulheres no futebol brasileiro, quase toda a atenção ficava restrita às atletas. Esse cenário está mudando.

Hoje elas também estão na presidência de clubes, na gestão de centros de formação, na administração de carreiras, na comunicação, no mercado esportivo e na construção de projetos capazes de levar meninas das primeiras aulas de futebol até competições de alto rendimento.

Em Goiás, Cristiany Sousa, Elaine Silva e Amanda Lino ajudam a mostrar que o protagonismo feminino no esporte não se resume ao que acontece durante os 90 minutos. E o avanço do Planalto Esporte Clube Feminino mostra que essa transformação também aparece dentro de campo.

O momento é simbólico: o Brasil receberá a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027, primeira edição do torneio realizada na América do Sul. Mesmo sem Goiás entre as cidades-sede, a competição tende a ampliar atenção, investimento, formação e interesse pelo futebol feminino em todo o país.

Cristiany Sousa: uma mulher na presidência de um clube de futebol

Cristiany Barbosa de Sousa é presidente do Cerrado Esporte Clube, de Aparecida de Goiânia. A Federação Goiana de Futebol registra oficialmente seu nome na presidência da instituição.

Sua relação com o clube antecede a presidência. Cristiany atuou como executiva do Cerrado antes de assumir o comando da instituição, o que ajuda a explicar uma trajetória construída dentro da operação do futebol e não apenas na representação institucional.

Cristiany Sousa, presidente do Cerrado Esporte Clube, durante entrevista ao projeto Olho na Base.
Cristiany Sousa concede entrevista na condição de presidente do Cerrado Esporte Clube.

A imagem acima registra Cristiany concedendo entrevista ao projeto Olho na Base na condição de presidente do Cerrado. É uma cena que representa bem a mudança de espaço ocupada pelas mulheres: ela não está sendo chamada apenas para comentar futebol, mas para falar como dirigente responsável por decisões, planejamento, formação e futuro de uma organização esportiva.

Dirigir um clube envolve muito mais do que o jogo de domingo. Há relacionamento com famílias, atletas, comissão técnica, federação, patrocinadores, fornecedores, calendário, documentação, infraestrutura e captação de recursos.

Elaine Silva: formação de atletas começa muito antes do profissional

Outro ponto decisivo do ecossistema é a base. Elaine Rodrigues Silva é presidente da FLAGYN, projeto de formação esportiva sediado em Goiânia e ligado ao desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Elaine Silva, presidente da FLAGYN, durante atividade ligada à formação esportiva.
Elaine Silva atua na formação de atletas por meio da FLAGYN.

A FLAGYN trabalha com iniciação esportiva, times de competição e formação de atletas em categorias de base, incluindo turmas masculinas e femininas. Esse tipo de estrutura toca numa questão central para o crescimento do futebol feminino: não basta existir um time adulto se não houver caminho para que meninas aprendam, treinem, compitam e se desenvolvam desde cedo.

Quando centros de formação incorporam meninas à rotina esportiva com metodologia, competição e perspectiva de evolução, o impacto aparece anos depois, quando as categorias superiores recebem atletas mais preparadas e confiantes.

Amanda Lino: a mulher também chegou ao mercado e à gestão de carreiras

O futebol não termina no clube. Existe uma indústria formada por representação, gestão de carreira, contratos, scouting, comunicação, direito esportivo, negociação e relacionamento com organizações.

É nesse espaço que aparece Amanda Lino, CEO da Lino Sports.

Amanda Lino, CEO da Lino Sports, em agenda profissional ligada ao mercado do futebol.
Amanda Lino atua no mercado esportivo e na gestão de carreiras por meio da Lino Sports.

A presença pública da Lino Sports mostra Amanda em agendas profissionais, reuniões e ambientes de clubes, atuando em uma área do futebol tradicionalmente dominada por homens. A empresa trabalha com carreira e mercado esportivo, e Amanda tornou-se uma das mulheres que ocupam o espaço de gestão e articulação profissional no futebol.

Sua trajetória acrescenta uma camada importante ao debate: mulheres não estão apenas buscando espaço no futebol feminino. Elas estão ocupando posições no mercado do futebol como um todo.

Planalto Feminino: quando estrutura começa a produzir resultado

Se gestão, formação e mercado representam partes da transformação, os resultados esportivos ajudam a torná-la visível. O Planalto Esporte Clube Feminino tornou-se uma das histórias relevantes do futebol goiano recente.

Equipe do Planalto Esporte Clube Feminino reunida em competição estadual em Goiás.
Planalto Esporte Clube Feminino representa o crescimento competitivo da modalidade em Goiás.

A equipe conquistou espaço em competições estaduais e nacionais e consolidou um projeto voltado ao futebol feminino. Em 2026, o Planalto representou Goiás no Campeonato Brasileiro Feminino Série A3 e avançou às fases decisivas da competição, colocando novamente uma equipe goiana em evidência nacional.

Mais importante do que uma partida isolada é perceber a construção de estrutura: elenco, calendário, comissão técnica, formação e presença competitiva. É assim que um projeto deixa de ser episódico e começa a se transformar em referência.

O futebol feminino de Goiás precisa ser tratado como oportunidade

A distância entre a estrutura disponível no futebol masculino e no feminino ainda é grande. Mas existe também uma oportunidade econômica, esportiva e social.

A Copa do Mundo de 2027 colocará o futebol feminino brasileiro sob exposição internacional inédita. Isso pode aumentar o interesse de crianças, famílias, marcas, patrocinadores, escolas, clubes e investidores.

A pergunta para Goiás é simples: o Estado estará preparado para transformar atenção em estrutura?

As mulheres não querem apenas uma fotografia

O avanço feminino no esporte não pode ser medido apenas pela quantidade de campanhas ou homenagens. O que realmente muda o jogo é encontrar mulheres presidindo clubes, dirigindo empresas, formando atletas, gerenciando carreiras, treinando, arbitrando, comunicando, competindo e decidindo.

Cristiany Sousa, Elaine Silva e Amanda Lino representam áreas diferentes desse mesmo movimento. O Planalto Feminino mostra o outro lado: quando organização encontra atletas, comissão técnica, competição e oportunidade, o resultado começa a aparecer no campo.

Em 2027, o mundo olhará para o Brasil. Até lá, o desafio de Goiás é fazer com que cada vez mais meninas possam olhar para o futebol e enxergar não apenas uma jogadora famosa na televisão, mas também uma treinadora, uma presidente, uma empresária, uma agente, uma dirigente e uma profissional.

Porque o crescimento do futebol feminino não depende apenas de mulheres jogando. Depende também de mulheres tendo poder para construir o jogo.

Canais e referências oficiais

Fontes consultadas

Redação Acelera Goiás

Equipe editorial do Acelera Goiás, dedicada à cobertura de negócios, oportunidades, gestão pública, inovação, saúde, inclusão e esporte com foco no desenvolvimento de Goiás.