POLÍTICA

Marconi Perillo e o IPASGO: histórico de reestruturação em Goiás

IPASGO volta ao centro do debate em Goiás. Veja como Marconi Perillo enfrentou uma grave crise, reestruturou o sistema e recuperou sua capacidade de investimento.

Por Redação Acelera Goiás Publicado em 14 de setembro de 2026

O Ipasgo voltou ao centro das preocupações dos servidores públicos de Goiás. Reclamações envolvendo custos, acesso à rede e atendimento alimentam novamente o debate sobre o futuro do plano. E, em meio à busca por soluções, um dado histórico diferencia a discussão: Marconi Perillo já governou Goiás durante uma grave crise do Ipasgo e participou de um processo de reorganização que levou o sistema de uma paralisação de atendimentos a uma nova fase de investimentos.

Quando se fala em Ipasgo, não se discute apenas uma estrutura administrativa.

Fala-se de saúde.

Fala-se de servidores ativos, aposentados, pensionistas e famílias inteiras que precisam saber que encontrarão assistência quando chegar o momento de maior necessidade.

Uma consulta que demora pode parecer apenas um problema burocrático para quem está saudável.

Para quem espera um diagnóstico, precisa iniciar um tratamento ou procura atendimento para um filho, o significado é completamente diferente.

É justamente por isso que o debate sobre o Ipasgo possui uma dimensão tão grande em Goiás.

O Ipasgo é grande demais para ser tratado apenas como mais um problema administrativo

Atualmente, o Ipasgo Saúde atende aproximadamente 585 mil beneficiários e possui uma rede formada por milhares de médicos, hospitais, clínicas, laboratórios e demais prestadores.

É uma estrutura cuja dimensão ultrapassa a população de grande parte dos municípios brasileiros.

Dados institucionais divulgados nos últimos anos mostram ainda uma movimentação superior a R$ 2 bilhões por ano no setor de saúde goiano.

Isso transforma o Ipasgo em uma verdadeira potência econômica e assistencial.

Quando o plano funciona bem, não é somente o servidor que ganha.

Hospitais recebem.

Clínicas investem.

Laboratórios ampliam serviços.

Médicos permanecem na rede.

Empregos são mantidos.

E cidades do interior podem ganhar maior capacidade de atendimento.

Por isso, uma discussão séria sobre o Ipasgo precisa começar por uma pergunta simples:

como transformar todo esse tamanho em atendimento melhor para quem paga e depende do sistema?

Para o servidor, eficiência significa ter atendimento quando realmente precisa

Um plano de saúde não deve ser avaliado apenas pelo tamanho do orçamento ou pelo equilíbrio de uma planilha.

Esses indicadores são fundamentais para garantir sustentabilidade.

Mas, para o beneficiário, existe uma medida ainda mais concreta.

Conseguir usar o plano.

Eficiência é conseguir encontrar um cardiologista quando surge um problema no coração.

É conseguir realizar rapidamente uma biópsia diante da suspeita de câncer.

É uma mãe conseguir atendimento pediátrico para o filho.

É um aposentado conseguir acompanhamento contínuo.

É o servidor do interior não precisar percorrer centenas de quilômetros para qualquer atendimento especializado.

E é uma família saber que não ficará financeiramente desamparada justamente no momento em que mais precisa de proteção.

Um Ipasgo forte é, portanto, também uma política de qualidade de vida e valorização do servidor público.

Por que o Ipasgo voltou ao centro do debate?

O tema ganhou novamente força diante de reclamações de beneficiários e manifestações públicas sobre custos, dificuldades de acesso e rede credenciada.

Ao mesmo tempo, a atual administração do Ipasgo divulga medidas de modernização, credenciamento de prestadores, telemedicina, expansão da rede e ações destinadas a melhorar o atendimento.

As duas realidades precisam ser consideradas.

É possível haver modernização administrativa enquanto parte dos usuários ainda relata dificuldades na utilização dos serviços.

O verdadeiro desafio é verificar se as mudanças estão sendo percebidas na ponta por quem depende da rede.

É nesse cenário que Marconi Perillo passou a defender publicamente uma nova reestruturação do Ipasgo.

Durante a campanha de 2026, o candidato afirmou que pretende rever aspectos do modelo atual e ampliar novamente a participação do funcionalismo na discussão sobre os rumos da instituição.

A proposta, naturalmente, ainda precisa ser detalhada e debatida.

Mas existe um elemento que torna essa discussão diferente de uma simples promessa eleitoral:

Marconi já enfrentou uma grave crise do Ipasgo enquanto governava Goiás.

2011: o Ipasgo viveu uma crise que chegou a interromper atendimentos

Para compreender esse histórico é preciso voltar a 2011.

Marconi Perillo havia acabado de assumir novamente o Governo de Goiás quando encontrou o instituto enfrentando uma situação financeira extremamente delicada.

A gravidade daquele momento não depende de interpretação política.

Ela foi registrada por instituições oficiais.

O Tribunal de Contas do Estado de Goiás documentou o desequilíbrio financeiro, os atrasos nos pagamentos a prestadores e a interrupção de atendimentos aos beneficiários naquele período.

Médicos, hospitais, clínicas e laboratórios reivindicavam pagamentos por serviços já realizados.

O Conselho Regional de Medicina de Goiás também acompanhou a crise e registrou a mobilização dos prestadores.

Parte dos atendimentos chegou a ser suspensa.

Na prática, o maior medo de qualquer usuário de plano de saúde havia se tornado realidade:

o servidor contribuía para o sistema, mas corria o risco de procurar atendimento e encontrar médicos e estabelecimentos sem disposição para continuar prestando serviços diante dos pagamentos atrasados.

Foi nesse cenário que Marconi precisou agir

É nesse ponto que a comparação entre passado e presente ganha força.

Marconi não acompanhou aquela crise apenas como deputado, senador, candidato ou líder partidário.

Ele era o governador.

Portanto, a responsabilidade de encontrar uma saída também estava no governo que comandava.

Em abril de 2011, depois de negociações entre Governo de Goiás, Ipasgo e entidades representativas dos prestadores, foi apresentada uma proposta para regularização dos pagamentos.

O Conselho Regional de Medicina registrou que os prestadores aceitaram o acordo e decidiram retomar os atendimentos.

Foram estabelecidos cronogramas para tratamento de faturas atrasadas e regularização dos pagamentos dos serviços.

O fato central é objetivo:

havia uma crise, houve negociação e os atendimentos foram retomados.

Esse episódio representa uma experiência administrativa concreta que pode ser analisada hoje pelo servidor.

A diferença aparece quando se observa o que aconteceu depois

Resolver uma paralisação emergencial é uma coisa.

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Redação Acelera Goiás

Equipe editorial do Acelera Goiás, dedicada à cobertura de negócios, oportunidades, gestão pública, inovação, saúde, inclusão e esporte com foco no desenvolvimento de Goiás.