Transformar mais do que Goiás produz
O plano parte de uma força conhecida: Goiás combina agropecuária, indústria, mineração, serviços, turismo e posição logística central. O diagnóstico afirma que o Estado ainda pode agregar mais valor às matérias-primas, reduzir gargalos de transporte e levar energia, água, conectividade e mão de obra qualificada antes da chegada de novos investimentos.
A estratégia propõe medir crescimento não apenas pelo volume produzido, mas também por salário, emprego formal, tempo de deslocamento, acesso a serviços, segurança e qualidade ambiental.
As oito zonas econômicas verdes
As zonas não seriam novas divisões administrativas nem novas autarquias. Funcionariam como territórios de planejamento, com projetos coordenados pelas estruturas estaduais existentes.
| Zona | Vocação destacada |
|---|---|
| Metropolitana de Goiânia | Tecnologia, saúde, serviços, economia digital e turismo de eventos. |
| Central — Anápolis | Fármacos, logística, indústria, patrimônio e eventos de negócios. |
| Entorno de Brasília | Indústria, serviços, logística, saúde e integração com o Distrito Federal. |
| Sudoeste | Agroindústria, grãos, proteína, bioenergia e logística. |
| Sul | Indústria, energia, águas termais, logística e turismo. |
| Norte | Mineração responsável, agro, energia, Cerrado e conectividade. |
| Nordeste | Biodiversidade, turismo de natureza, agricultura e inclusão produtiva. |
| Oeste e Vale do Araguaia | Pecuária, alimentos, turismo, bioeconomia e logística regional. |
Infraestrutura, fornecedores e talentos
Entre os programas transversais aparecem um Escritório de Grandes Projetos, áreas prontas para investir, formação conectada à demanda regional, laboratórios de desafios com universidades, integração de micro e pequenas empresas às cadeias produtivas, corredores seguros e planejamento de moradia e serviços perto do emprego.
O turismo é tratado como economia regional. O plano prevê calendários por zona, rotas, captação de eventos, qualificação e integração entre natureza, patrimônio, fé, águas termais, agronegócio e negócios.
Metas indicativas para quatro anos
- Oito planos regionais aprovados e em execução.
- 50 grandes projetos acompanhados com responsável e cronograma.
- 20 gargalos logísticos com solução técnica.
- Três plataformas ou projetos intermodais estruturados ou contratados.
- 50 mil vagas de qualificação ligadas à demanda regional.
- 10 mil MPEs, cooperativas ou produtores integrados às cadeias.
- 20 projetos de economia circular, bioenergia, reúso ou descarbonização.
- Oito agendas regionais e pelo menos 32 eventos estratégicos.
De onde viriam os recursos
O plano combina Tesouro Estadual, Novo PAC e programas federais, FCO, GoiásFomento, bancos públicos, FUNGETUR, ciência e tecnologia, concessões e PPPs quando viáveis e investimento privado. Projetos federais são apresentados como articulação, não como obra exclusiva do Estado.
Cada prioridade deveria informar origem do recurso, contrapartida, manutenção, projeto, licenciamento, retorno público e riscos. Esse filtro é decisivo: uma lista de obras sem maturidade pode produzir anúncio, mas não entrega.
