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Plano Goiás 2030 • eixo 3

Educação integral que ensina, protege e prepara

Expandir o tempo integral com aprendizagem, ciência, esporte, cultura, tecnologia e formação profissional, sem tratar permanência na escola como simples aumento de horas.

Luís César Bueno, professor e ex-deputado estadual
Foto de divulgação de Luís César Bueno, publicada pelo jornal A Redação.

Tempo integral com propósito pedagógico

O capítulo de educação parte da rede já existente de Centros de Ensino em Período Integral e propõe ampliar cobertura e qualidade. A defesa central é que o tempo adicional tenha aprendizagem, acompanhamento, esporte, cultura, ciência, tecnologia, alimentação e vínculo com a comunidade.

O documento usa 263 CEPIs como referência inicial e indica uma faixa de 350 a 370 unidades ao final do ciclo. A meta é condicionada à confirmação da linha de base, à infraestrutura, à contratação de profissionais e à capacidade financeira.

Programa Goiás Escola do Futuro

A proposta organiza a expansão com diagnóstico por território, priorizando regiões com vulnerabilidade, evasão, pressão por vagas e distância de oportunidades de formação. O programa combinaria currículo, laboratórios, conectividade, bibliotecas, práticas esportivas e culturais e aproximação com universidades.

Escola integral precisa de estrutura adequada

Mais horas exigem refeitório, espaços de descanso, banheiros, quadras, laboratórios, acessibilidade, alimentação e equipe suficiente. O plano evita apresentar a conversão de turno como simples mudança administrativa e prevê avaliação da capacidade física de cada unidade.

Também propõe políticas para professores e gestores, formação permanente, redução de improvisos, planejamento de lotação e valorização da alimentação escolar como parte da permanência e da saúde dos estudantes.

Tempo integral e educação profissional

O documento prevê itinerários ligados às vocações das oito zonas econômicas, sem reduzir a escola a treinamento imediato para empresas. A ideia é articular formação geral, tecnologia, ciência, empreendedorismo, artes e educação profissional.

Universidades e institutos poderiam atuar dentro das escolas por meio de extensão, iniciação científica, formação docente, orientação profissional e laboratórios de desafios regionais.

O que acompanhar até 2030

  • Expansão indicativa da rede para 350–370 CEPIs.
  • Diagnóstico físico e pedagógico antes de cada conversão.
  • Integração entre tempo integral e educação profissional.
  • Parcerias com universidades e institutos.
  • Indicadores de aprendizagem, abandono, frequência, alimentação e clima escolar.
  • Publicação de roteiro anual de implantação e custos.
A quantidade de escolas em tempo integral é apenas uma parte da avaliação. O eleitor deve acompanhar estrutura, aprendizagem, permanência, professores e desigualdade entre as regiões.
Perguntas de pesquisa

Dúvidas frequentes

Respostas diretas, com contexto e indicação das fontes usadas neste especial.

Quantos CEPIs o plano pretende alcançar?
O documento indica uma faixa de 350 a 370 CEPIs ao final do ciclo, condicionada à linha de base e à capacidade de execução.
Todas as escolas seriam convertidas imediatamente?
Não. O plano prevê implantação gradual, diagnóstico e estrutura adequada antes da conversão.
Educação profissional substituiria a formação geral?
A formulação do plano é de integração: formação geral, ciência, cultura, esporte, tecnologia e preparação profissional.
Como as universidades participariam?
Com extensão, formação docente, iniciação científica, orientação e laboratórios ligados a desafios regionais.
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