Tempo integral com propósito pedagógico
O capítulo de educação parte da rede já existente de Centros de Ensino em Período Integral e propõe ampliar cobertura e qualidade. A defesa central é que o tempo adicional tenha aprendizagem, acompanhamento, esporte, cultura, ciência, tecnologia, alimentação e vínculo com a comunidade.
O documento usa 263 CEPIs como referência inicial e indica uma faixa de 350 a 370 unidades ao final do ciclo. A meta é condicionada à confirmação da linha de base, à infraestrutura, à contratação de profissionais e à capacidade financeira.
Programa Goiás Escola do Futuro
A proposta organiza a expansão com diagnóstico por território, priorizando regiões com vulnerabilidade, evasão, pressão por vagas e distância de oportunidades de formação. O programa combinaria currículo, laboratórios, conectividade, bibliotecas, práticas esportivas e culturais e aproximação com universidades.
Escola integral precisa de estrutura adequada
Mais horas exigem refeitório, espaços de descanso, banheiros, quadras, laboratórios, acessibilidade, alimentação e equipe suficiente. O plano evita apresentar a conversão de turno como simples mudança administrativa e prevê avaliação da capacidade física de cada unidade.
Também propõe políticas para professores e gestores, formação permanente, redução de improvisos, planejamento de lotação e valorização da alimentação escolar como parte da permanência e da saúde dos estudantes.
Tempo integral e educação profissional
O documento prevê itinerários ligados às vocações das oito zonas econômicas, sem reduzir a escola a treinamento imediato para empresas. A ideia é articular formação geral, tecnologia, ciência, empreendedorismo, artes e educação profissional.
Universidades e institutos poderiam atuar dentro das escolas por meio de extensão, iniciação científica, formação docente, orientação profissional e laboratórios de desafios regionais.
O que acompanhar até 2030
- Expansão indicativa da rede para 350–370 CEPIs.
- Diagnóstico físico e pedagógico antes de cada conversão.
- Integração entre tempo integral e educação profissional.
- Parcerias com universidades e institutos.
- Indicadores de aprendizagem, abandono, frequência, alimentação e clima escolar.
- Publicação de roteiro anual de implantação e custos.
A quantidade de escolas em tempo integral é apenas uma parte da avaliação. O eleitor deve acompanhar estrutura, aprendizagem, permanência, professores e desigualdade entre as regiões.
