Reconhecer resultados e enfrentar crimes mais complexos
O plano usa dados da Secretaria de Segurança Pública de Goiás para reconhecer quedas recentes em homicídios e crimes patrimoniais. Em vez de negar esses resultados, propõe preservar o que funciona e deslocar parte da estratégia para problemas que ganharam complexidade: organizações interestaduais, lavagem de dinheiro, fraudes digitais, violência contra a mulher, segurança rural e riscos em grandes corredores econômicos.
Nos primeiros 100 dias, os indicadores seriam auditados e territorializados. A promessa é publicar metas por região sem apagar séries históricas nem mudar metodologia para produzir resultados artificiais.
Programas prioritários
Vida Segura
Análise de cada homicídio, investigação, perícia, inteligência e ações preventivas nos territórios com concentração de mortes.
Goiás contra o Crime Organizado
Integração entre forças, investigação financeira, apreensão de patrimônio e cooperação com órgãos federais.
Polícia próxima e resposta rápida
Acompanhamento do tempo de atendimento, pendências de investigação, perícia e demandas regionais.
Sistema prisional e reinserção
Inteligência penitenciária, educação, trabalho, controle e indicadores de reincidência.
Violência contra a mulher como prioridade permanente
A proposta reúne avaliação de risco, medida protetiva, atendimento especializado, patrulhamento e integração com saúde e assistência. Em entrevista ao jornal A Redação, Luís César também defendeu inteligência policial e fortalecimento da resposta ao feminicídio.
Para avaliação futura, o eleitor deverá observar se o plano se converte em metas públicas: tempo entre denúncia e medida protetiva, cobertura territorial, reincidência, atendimento especializado e desfechos de investigação.
Crime digital, campo e corredores econômicos
Golpes contra idosos, consumidores, MEIs, comércio e produtores exigem unidades capacitadas, preservação de prova digital e prevenção. No campo, o plano menciona georreferenciamento, proteção de máquinas, insumos, animais, cargas e ferrovias.
Os “Corredores Seguros” combinariam inteligência, iluminação, comunicação, pontos de apoio e resposta rápida em áreas logísticas, industriais, urbanas, turísticas e digitais.
Metas, câmeras corporais e controle
O plano propõe painéis mensais por região, município e área prioritária. Entre as referências aparecem redução indicativa de homicídios após auditoria da linha de base, ampliação da elucidação, combate patrimonial às organizações criminosas e melhoria do tempo de resposta.
Câmeras corporais seriam implantadas inicialmente em projeto-piloto, com regras sobre cadeia de custódia, proteção de dados, auditoria, proporcionalidade e avaliação antes da expansão.
